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ORDEM ENCONTRO
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DATA
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MÓDULO
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12º e 13º
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28/08 noite e 29/08 manhã
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caderno04_Relações_Interpessoais
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14º e 15º
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18/09 noite e 19/09 manhã
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caderno05_Educação_Sociedade_Trabalho
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16º e 17º
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03/10 e 24/10
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caderno06_Gestão_em_Educação_Escolar
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18º e 19º
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14/11 e 28/11
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caderno07_Informatica Básica
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20º e 21º
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04/12 noite e 05/12 manhã
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caderno08_Produção_Textual_na_Educação_Escolar
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QUERER É PODER
A educação é um direito humano e um caminho para a justiça social e ambiental, e todos nós somos educadores.
quinta-feira, 23 de julho de 2015
CALENDÁRIO 2º SEMESTRE
sábado, 13 de junho de 2015
O ENCONTRO
A VIAGEM
Caderno 3 –: Homem, Pensamento e Cultura: Abordagem filosófica e antropológica
RESUMO
– caderno 3: Homem, Pensamento e Cultura: Abordagem filosófica e antropológica
Objetivo
Apropriar
e criar condições teórico-práticas com as quais problematizar, investigar e
criticar as práticas escolares, com vistas à construção da identidade de profissional
da educação.
Unidade 1 - Devir Humano
Nessa primeira unidade você deve ter
percebido que homens e mulheres não nascem humanos, mas se tornam humanos pelas
transformações que realizam na natureza. Essas transformações realizadas por
homens e mulheres é o que chamamos de cultura. Na cultura, as gerações mais
velhas educam as novas gerações que, por sua vez, transformam o modo de viver
no qual são educadas, vão se diferenciando dos mais velhos e construindo um
novo modo de viver e uma nova humanidade.
Deve ter se dado conta, ao mesmo tempo,
que a cultura é um conjunto de respostas de grupos sociais diferentes a
exigências diversas da vida e que, portanto, há diferentes culturas; diferentes
modos de viver que fazem de homens e mulheres seres diferentes entre si:
diversas culturas, diferentes humanidades.
Você notou que, quando alguém valoriza
sua cultura acima das demais, temos o etnocentrismo: aquela visão que põe a
própria cultura como central em relação a outras, que se tornam periféricas. Viu
que a transmissão cultural, o cultivo que as gerações mais velhas fazem das
gerações mais novas é a endoculturação, ou transmissão cultural, parte
importante da educação humana de homens e mulheres. E viu, por fim, que, no
processo histórico, a tarefa social da educação coube à escola, encarregada de
ensinar ou criar as condições para que crianças, jovens e adultos possam
aprender conhecimentos e valores específicos para responder às necessidades do
modo de viver, criado por outros homens e mulheres que os antecederam.
Unidade 2 - Devir humano, linguagem e educação
Nesta unidade de estudos, você deve ter compreendido
como a linguagem é importante para o devir humano e para a educação de homens e
mulheres, pois nela é possível registrar acontecimentos, falar do mundo,
expressar o que acontece no nosso corpo e pensamento e, sobretudo, na linguagem,
nos relacionamos com os outros de tal modo que ela é fundamental para ensinar e
para aprender a viver humanamente. Você deve ter se dado conta, depois, que a
língua que falamos é um tipo de linguagem: a linguagem verbal. Deve ter notado
que aprendeu a ser o que é escutando o que outros dizem a respeito de homens e
mulheres em geral e a seu respeito. Em terceiro lugar, você deve ter visto que
a linguagem permite a comunicação quando pessoas a compartilham, sabem usá-la e
interagem entre si por meio dela. Por meio da linguagem, duas ou mais pessoas
podem conversar, questionar-se e negociar sentidos. Por fim, deve ter notado
que a comunicação e o diálogo possibilitam que, na relação com os outros, com
os diferentes, podemos construir consensos ou afirmar nossas diferenças. Em
ambos os casos, construímos e refletimos, junto com os outros, sentidos para a
humanidade: aprendemos nossa humanidade e a humanidade dos outros conversando crítica
e autonomamente com eles.
Unidade 3 - Devir humano, trabalho e educação
Para esta unidade, o importante era pensar um pouco
sobre as relações entre trabalho, educação e escola. Nos estudos, você deve ter
compreendido que o trabalho é essencial para a produção do mundo humano, pois é
trabalhando que homens e mulheres o constroem e o transformam, e que com o
trabalho nos educamos e educamos aos outros com ou sem consciência de que o
estamos fazendo. Deve ter se dado conta de que um educador profissional não
pode estar alienado quanto ao aspecto educativo de suas atividades de trabalho e
que, se é pelo trabalho que homens e mulheres transformam as condições de vida,
é pela educação que as novas gerações aprendem a viver nessas novas condições e
aprendem, também, a criar novas condições. Por isso, é importante que a escola
e o trabalho escolar possam acompanhar os avanços tecnológicos da humanidade.
Unidade 4 - Devir humano, valores e educação
Nesta unidade você se ocupou com a reflexão sobre o
sentido dos valores no devir humano. Pôde notar que existem diversos tipos de valores
relativos a diferentes aspectos da vida, entre os quais os estéticos –
relacionados com a sensibilidade –, os éticos ou morais– relacionados com a
conduta na vida social – e os políticos – relacionados ao poder e ao modo como
é exercido na sociedade. Todos esses aspectos são importantíssimos e estão
presentes no processo educativo escolar. Contudo, como os valores são
construções socioculturais, é preciso saber escolher quais valores devem e
podem ser ensinados na escola. Escolha que está diretamente relacionada com o
sentido de humanidade que queremos para nós e para as novas gerações e que é
objeto de negociação, de divergência e de acordo entre grupos sociais e mesmo
entre indivíduos. Inclusive na própria escola.
Unidade 5 - Devir humano, escola e educação
Nesta última unidade de estudos, destaquei alguns
elementos que considero importantes para que você possa se situar e resituar na
investigação e na reflexão sobre o devir humano, problema fundamental para a
formação do educador escolar. É interessante, para concluirmos a investigação,
retomar o cerne dos estudos em cada uma das unidades da disciplina, para buscar
mais clareza quanto a um posicionamento possível diante da educação na escola.
Acompanhe. Você iniciou a investigação com os seguintes questionamentos gerais sobre
as práticas escolares cotidianas: por que são essas práticas e não outras? Como
são feitas? Para que são feitas? Que influências podem ter na vida das pessoas
e na minha própria vida? Esses
questionamentos estão relacionados a outros problemas diante dos quais você se
colocou em cada unidade, de maneira que o problema inicial ganhou complexidade como problema
geral, ao mesmo tempo que foi especificado nos seus elementos principais:
linguagem, trabalho e valores.
Nessa especificação, você deve ter percebido que em
cada unidade o texto abriu possibilidades de relações entre escola, educação e
cidadania. Na primeira unidade, a escola foi significada e valorizada como espaço
educativo, criado para ensinar às novas gerações os elementos culturais mínimos
para a convivência social e para o trabalho.
Você viu, também, que os elementos culturais variam
em diferentes e diversas culturas e que elas se relacionam umas comas outras de
modo que ambas se transformam. As relações são de compartilhamento, de disputa,
de negociação e de construção de significados e de valores. Além disso, você
deve ter notado que o que se aprende na escola poderia ajudar na construção de uma
identidade humana no mundo. Resta saber, entretanto, como é possível construir uma cultura que
contribua para isso, quando diversidade cultural e etnocentrismo estão em jogo
na educação escolar. É preciso que você possa se posicionar sobre esse tema com autonomia.
Na Unidade 2, foram problematizadas as práticas
simbólicas, práticas de linguagem e de linguagem na escola, para refletir sobre
o sentido de uma cidadania educada no diálogo e na comunicação. Outro problema colocado
foi se a educação escolar ajuda na formação de pessoas críticas, bem informadas
e dispostas a participar da criação de outros mundos e de outras relações
sociais. Aquela unidade sugeriu que as relações com a linguagem e as que
estabelecemos com outras pessoas por meio da linguagem não são tão óbvias e
transparentes como parecem e, por isso, podem trazer uma série de dificuldades para
o entendimento e para as relações de poder na escola. Enfim, podem dificultar a
educação do humano.
Na Unidade 3, foram problematizadas as condições
práticas e conceituais de trabalho, que são ao mesmo tempo práticas educativas,
como as práticas de linguagem e as práticas culturais de modo geral. Lá,
apareceu a suspeita de que num mundo em que homens e mulheres trabalham somente
para sobreviver, sem pensar em outras possibilidades para o que fazem no
trabalho, podem ficar alienados em relação à sua humanidade. Na escola,
instituição criada para ensinar, se o trabalho é alienante e alienado, a
educação também poderá ser, para aqueles que trabalham e se educam nela. Então,
perceba que todo trabalho na escola educa e todo trabalho, então, deve ser planejado
para educar, mesmo que os resultados não sejam os desejados. Você precisa saber
que o seu trabalho na escola é educativo.
Por último, na Unidade 4, você se deparou com as
práticas valorativas. Naquele contexto se perguntou pelo valor da educação e,
especialmente, da educação escolar. Questionou se educar para o trabalho é a
mesma coisa que educar para a cidadania. Percebeu que, para decidir sobre essa
questão, precisa fazer escolhas e que, para fazer escolhas, precisa compreender
e posicionar-se sobre os valores envolvidos. Não se esqueça de que os valores
podem ser construídos e desconstruídos na escola: valores estéticos, éticos e
políticos, que integram o devir humano.
Com o que foi investigado nas unidades 1 a 4, você
pode pensar que homens e mulheres se fazem, se sentem e chamam humanos quando podem
experimentar em suas vidas a possibilidade de falar e de escutar os outros, de
expressar-se e perceber os outros, de sentir-se e de sentir os outros
integralmente: como seres simbólicos, trabalhadores, sensíveis, éticos e
políticos. Pode perceber, também, que homens e mulheres vêm a ser o que são na
e pela educação de que participam com outros homens e mulheres. Por fim, deve
ter notado que, quando desejamos um modo de viver para o humano, homens e
mulheres precisam ser educados para essa vida e a escola é espaço privilegiado
nessa empreitada, quando temos consciência do que fazemos e podemos planejar
nossas atividades para fins educativos.
CADERNO 2 - EDUCANDOS E EDUCADORES
Resumo –
cad2 – Educadores e educandos: tempos históricos
Objetivo
Espera-se possibilitar aos estudantes a
aquisição de conhecimentos históricos
e de interpretações da escola e da educação
como espaços coletivos de formação humana, de contradições, de diversidade
étnico-cultural. Espera-se que o cursista compreenda a educação e a escola como
parte da cultura de um povo, num determinado tempo e espaço. Além disso, que a
história é construída por homens e mulheres em movimentos constantes de
transformação, de rupturas ou de continuidades.
Unidade 1 - Para que
estudar e compreender a educação por meio da história?
Podemos dizer que a
história permite enxergar nossas raízes e compreender por que as civilizações,
os povos, organizaram-se de determinada maneira, o que foram e como se
transformaram naquilo que são. Neste sentido, a educação como parte da cultura,
ilumina em nós a inteligência humana e permite sermos criadores, inventores e construtores
de objetos, símbolos, linguagens e valores. Assim, como vamos estudar e
compreender a organização da educação e da escola no Brasil? O que os
funcionários das escolas precisam saber sobre a educação? Como os funcionários,
em efetivo exercício nas escolas, podem ser educadores? Como transformar nossas
rotinas
em processos educativos?
Estas questões são fundamentais, e vamos durante este curso ajudar você a
compreendê-las.
Unidade 2 - Educação construída
pelos padres da Companhia de Jesus
É possível compreender que a educação,
durante o período colonial, foi uma estratégia dos colonizadores portugueses para
negar a identidade indígena e seus processos educativos para implantar, na
colônia, a visão europeia de mundo: sua cultura, seus valores e sua religião. Compreendemos,
ainda, que as escolas, refletindo a sociedade hierárquica e autoritária da
época, eram organizadas da mesma forma: as funções nobres de educar eram
reservadas aos sacerdotes; aos irmãos missionários – os funcionários à época –
eram reservados os trabalhos braçais para a sustentação das escolas; depois,
índios e escravos foram incorporados como funcionários e os irmãos missionários
passaram a serem seus chefes. A tarefa de educar ficou sempre nas mãos dos
sacerdotes e religiosos.
Unidade 3 - Aulas régias: a
educação dirigida pelo Marquês de Pombal
O movimento iluminista europeu provocou
uma revolução na maneira dos seres humanos interpretarem o mundo e as relações
sociais. O centro organizador dessa visão de mundo deixa de ser o Deus
judaico-cristão e passa a ser a razão humana. Esse processo que se difunde aos
poucos pelos países europeus tem reflexos em suas respectivas colônias. No caso
de Portugal, as ações de Marquês de Pombal instituíram aqui na colônia um
modelo de organização das escolas e de contratação de professores, além da
aplicação das ideias iluministas na organização do Estado Português. As medidas
políticas, econômicas e educacionais estabelecidas por Pombal acirraram os
conflitos com os jesuítas e resultou na sua expulsão de Portugal...
Unidade 4 - A família real
portuguesa e a educação das elites
1. A política para a educação
conduzida por D. João VI expressou, novamente, a disposição de transportar o
modelo de educação das elites europeias para o Brasil. Embora alguns países
europeus já houvessem iniciado a constituição dos seus sistemas nacionais de educação
e a concebessem como direito social, por meio do quais, homens e mulheres em
sua existência produzem conhecimentos, valores, técnicas, ciência, artes,
crenças, enfim, tudo o que constitui o saber historicamente produzido. Contudo,
a colonização portuguesa priorizou a educação somente para as elites.
2. Embora já existissem concepções de
que a educação é parte da cultura e, por meio da cultura, o homem relaciona-se
com a natureza, modifica e é modificado por ela, o caminho escolhido pela
monarquia foi o de prescindir-se da educação da população que trabalhava e produzia
a riqueza.
3. Durante a estadia da Corte
Portuguesa no Brasil Colônia, a educação escolar destinada às elites foram as
aulas régias avulsas e, depois, alguns eram enviados para Coimbra e Évora para
terminar os estudos. Para a maioria restaram classes de primeiras letras
irregulares e algumas escolas de ensino secundário.
Unidade 5 - A educação escolar nas
províncias e a descentralização do ensino
1. Na sociedade
brasileira, a escola pública não tinha lugar, nem significado, nem
reconhecimento. Foram às transformações econômicas, políticas e sociais que
geraram a sua necessidade e as suas funções. Assim, sendo uma das instituições
sociais, as escolas reproduzem ou buscam transformar as relações do modo de
produção capitalista, que então começava a ser organizar.
2. As práticas
educacionais e pedagógicas foram instrumentos de disseminação de valores
morais, religiosos, dos comportamentos adequados e da visão de mundo.
3. As províncias criaram
algumas escolas em número insuficiente e de acesso restrito. As funções eram
modelar as condutas e os hábitos além de propagar concepções de mundo.
4. No vácuo da inoperância
e descaso das autoridades governamentais, as escolas confessionais, apesar de
frequentes conflitos entre o Estado e a Igreja, encontraram um campo fértil
para prosperar o que, de certa forma, contribuiu para que o Estado permanecesse
na inoperância em relação à organização de um sistema público de educação.
Unidade 6 - A República dos
coronéis e as pressões populares pela educação escolar
1. A República herdou grande número de
analfabetos, poucas escolas primárias e secundárias, poucos recursos
financeiros e pressões populares. 2. Os governos tinham um discurso de
modernização da sociedade por meio da educação que nos tirasse do atraso
cultural e industrial e impulsionasse o país para a vida urbana industrial. 3.
A educação pública, insuficiente em todo o país, serviu de instrumento de
formação das elites dirigentes e de preparação para o trabalho, conduzindo a um
sistema dual de ensino: a escola que formava para o trabalho, pragmática,
utilitária e com aprendizagem dos rudimentos para inserção nas fábricas,
indústrias e comércio, e a escola clássica, propedêutica Trata-se de ensino que
preparava os estudantes para o acesso ao ensino superior destinada a formar os dirigentes
e os burocratas para o trabalho da condução e administração do próprio Estado.
Unidade 7 - Manifestos de
educação: ao povo e ao governo
1. A defesa da educação pública,
gratuita, laica, obrigatória e democrática é uma luta de nós todos, todos os
dias. Essa luta tem suas raízes em dois manifestos: um de 1932 e outro de 1959.
2.No Brasil, criou-se um sistema dual
de educação: uma educação propedêutica, para os filhos das famílias abastadas,
proprietária de terras, senhores de engenho e dono das riquezas, e outra,
profissionalizante, dirigida para os filhos dos trabalhadores.
3. A educação pública caminhou na
medida em que as indústrias e o comércio precisaram de trabalhadores
qualificados para desempenharem tarefas mais complexas. Neste período, na
maioria das vezes para ser funcionário de escola era preciso ser indicado por
alguém.
4. Os Manifestos dos Educadores e da
Educação resultam da luta dos sindicatos, associações científicas e dos
movimentos sociais em defesa de uma concepção de educação para todos, crianças,
jovens e adultos, como direito humano e social e dever do Estado.
Unidade 8 - O golpe militar e a
educação pública
1. Expulsas do campo, famílias
inteiras migraram para as cidades em busca de melhores condições para viver. Do
nordeste, também fugindo da seca e em busca de trabalho, famílias migraram para
as capitais e se instalaram nos bairros periféricos, em casas ou apartamentos populares
ou em favelas. Os governadores e prefeitos pressionados
e diante do agravamento das condições
sociais da população, decorrente da exploração capitalista e da favelização
urbana, propuseram políticas sociais: habitacionais, de saúde, de previdência social,
cultura e educação.
2. Houve um crescimento do número de
estudantes matriculados nas escolas públicas. Muitos ali não permaneceram e
continuaram com as mesmas condições de pobreza familiar em que viviam. A
qualidade da educação era compreendida pela quantidade de conteúdos que os estudantes
repetiam nas provas escritas. A reprovação era compreendida como incapacidade
de aprender do discente.
3. A ditadura militar introduziu, por
meio da educação, formas de controle moral nas escolas e nas universidades. Foi
um período de cassação de direitos políticos e dos direitos sociais. Pelo Ato
Institucional nº 5, foram suspensos os direitos políticos e aplicadas medidas duras:
repressão, tortura, censura, perseguição, punições e mortes.
Unidade 9 - Redemocratização:
cidadãos e consumidores
1. Saúde, habitação, cultura,
transporte, aposentadoria, segurança, previdência social, lazer, água e a terra
são direitos sociais, resultado da luta dos trabalhadores em defesa da vida
humana e coletiva.
2. Ser cidadão, educador e gestor é
não acreditar que as desigualdades sociais, regionais e o desemprego são
naturais. Elas são resultados da divisão de classes sociais: dominantes e
dominados.
3. A educação pública é um direito
social universal de homens e mulheres, em todas as idades; uma conquista dos
trabalhadores e instrumento de desmistificação das injustiças.
4. Um dos instrumentos de luta dos
trabalhadores é a educação pública, visto que o conhecimento, a formação,
cultura e informação auxiliam os cidadãos a fazerem as suas escolhas,
participarem nas decisões e a definirem os valores subjetivos e materiais.
Unidade 10- Identidade profissional
e projeto político-pedagógico
Para finalizar esta reflexão, vamos
lembrar a você algo importante. A educação pública é uma conquista dos
trabalhadores. Não basta estar na escola. É preciso educar para a
transformação, para a emancipação. Trabalhadores pertencentes a uma classe
social dentro da sociedade capitalista possuem direitos individuais e sociais.
As lutas por direitos não são apenas de quem trabalha na educação, professores ou
funcionários, mas de todos os trabalhadores organizados em seus sindicatos,
associações, confederações ou nos movimentos populares que lutam em defesa de
melhores condições salariais, de vida e de trabalho, em qualquer atividade que
exercem. A escola que queremos, mas não temos é a que apoia os trabalhadores, inclusive
os funcionários da escola, na transformação da sociedade tão desigual em uma
sociedade mais justa.
Os trabalhadores não esperam as
mudanças, mas é por meio de suas lutas e organização que as mudanças se
realizam.
Unidade 11 - Políticas para a educação
pública: direito e gestão
O mundo capitalista está sendo
reorganizado pela ideologia neoliberal que se propõe revitalizar o capitalismo de
forma a preservar a divisão estrutural de classes. Nesse sentido, organismos
internacionais de financiamento e os fóruns capitalistas, através de acordos e
consensos, impõem aos países pobres e em desenvolvimento a adoção de políticas
que fortalecem o capital internacional e fragilizam as políticas públicas
sociais. Como a educação é um Direito Social, que absorve, em geral, a maior
fatia percentual dos orçamentos públicos, quase sempre está no alvo dos que têm
interesse em diminuir o papel do Estado. A Educação é um direito social e
sempre uma conquista, mesmo por que há muitas pessoas que não tem, ou ainda não
tiveram acesso a ela. Outros, já passaram por ela e não aprenderam. Também há
aqueles que têm interesse em transformá-la em mercadoria, o que exige das
organizações sociais estar de prontidão para defendê-la e ampliar esse direito
com qualidade social. A privatização da educação pode expressar-se de duas
maneiras: uma, na redução ou na realocação de recursos públicos da educação
básica e ensino superior e, a outra, na destinação dos recursos públicos para o
setor privado, seja pela concessão de bolsa de estudos, benefícios tributários,
isenção de impostos, ou pela reconfiguração da educação, disponibilizando-a aos
empresários como um negócio rentável e lucrativo.
O Governo Federal, parte dos estados e
municípios estão dispostos a modificar a educação pública brasileira na
legislação constitucional tanto que adotaram como política para a educação: a
redução de investimentos públicos, recursos públicos distribuídos de acordo com
os resultados previamente estabelecidos, padrão de qualidade e produtividade a
ser incorporada, avaliação dos resultados, e modelo de gestão
gerencial-racional. A sociedade civil organizada em sindicatos, associações,
movimentos populares e organizações não governamentais participam e continuam participando
ativamente dos processos de desenvolvimento da educação nacional. Apresentam
propostas alternativas construídas nas lutas e nos espaços democráticos de
participação. O que se pode afirmar é que o modelo de desenvolvimento econômico
adotado pelos governos é incompatível com a extensão dos direitos socais à população
e com a política de investimentos públicos adequados na educação básica e no
ensino superior. Por último, a escola pública é o espaço por onde passa uma
parcela significativa de nossas crianças e jovens cada vez mais equipados com
tecnologias, com diferentes capacidades e visões de mundo, vindos de diversos
tipos de família e, muito deles, à procura de valores, princípios, atitudes,
limites, sentido para a vida... Eles buscam sonhos, vida digna, trabalho e
utopias. Nós, trabalhadores da educação, estejamos em condições de acolher, conviver
com eles, possibilitar-lhes experiências com valores morais e éticos,
princípios e conteúdos que proporcionem uma valorosa formação escolar e humana.
Funcionários e professores, o desejo de aprender constitui parte do ethos
da profissão. Este
é o cenário da luta coletiva!
sábado, 16 de maio de 2015
NOSSO 7º ENCONTRO
CADERNO 01 - Funcionários de Escolas: cidadãos, educadores, profissionais e gestores
Com o estudo desse material, você irá ampliar os
conhecimentos sobre a estrutura e operação da educação escolar básica no
Brasil, nas redes federal, estaduais e municipais, para desenvolver seu novo
papel como cidadão, educador, profissional e gestor nas escolas e dos órgãos
dos sistemas de ensino. Um pequeno resumo:
Atualmente, existem no Brasil mais de um milhão de funcionários trabalhando nas escolas públicas. Você, tanto quanto o professor, é o educador com quem os alunos contam, 200 dias por ano, para construir sua cidadania e sua felicidade.
TIPOS DE ESCOLAS:
·Escolas
Públicas, mantidas e administradas pelos governos (federal, estadual e
municipal), sempre gratuita.
·Escolas
Privadas,
mantidas por pessoas ou empresas, onde, quase sempre, os alunos ou suas
famílias pagam mensalidades.
Por ela,
existiam :
Ø o pré-primário, que incluía os jardins de
infância;
Ø o curso Primário, com duração de quatro a
seis anos;
seis anos;
Ø o curso Ginasial, de quatro anos;
Ø o curso Colegial.
O ginasial tinha várias opções :
• o
científico;
• o
clássico;
• o
normal;
• o
industrial;
• o
agrícola;
• o
comercial.
Para se
ter acesso ao Ginásio havia um “exame de admissão.
Os primeiros
professores no Brasil eram religiosos com uma longa
formação humanística e didática. Depois, passamos por uma época em que as Câmaras Municipais. Recrutavam, para ser professores primários, pessoas sem qualquer formação profissional. Para ser professor bastava saber ler, escrever e contar.
formação humanística e didática. Depois, passamos por uma época em que as Câmaras Municipais. Recrutavam, para ser professores primários, pessoas sem qualquer formação profissional. Para ser professor bastava saber ler, escrever e contar.
.
Em
1834, foi fundada a primeira escola Normal no Brasil – na cidade de Niterói,
então capital da Província do Rio de Janeiro, destinada à formação de
professores e
professoras
primárias.
·Com
a Lei nº 5.692, de 1971, tentou-se criar a profissionalização compulsória em
nível de 2º grau, ou seja, a exigência de que todos os cursos desse nível
incluíssem obrigatoriamente uma habilitação ou terminalidade profissional.
Profissionalização Compulsória.
Com isso, o curso normal se transformou em “habilitação para o magistério”.
Nas salas de aula, os alunos
ficavam sob o olhar dos professores, que se sentavam em “cadeiras”, em nível
superior ao dos alunos. No restante do espaço escolar, precisavam ser
“vigiados”, como se faz nas penitenciárias.
EDUCAÇÃO É ...Desenvolvimento pessoal,
socialização, comunicação e formação.
O PERFIL DA EDUCAÇÃO NO
BRASIL
(Cronologia) 1500 - 1550 – 1961 – 1971 – 1988 – 1996
(Cronologia) 1500 - 1550 – 1961 – 1971 – 1988 – 1996
1500 – Descoberta do
Brasil
1550 – Primeiro Colégio no Brasil
1961- 1ª LDB 4.024
1971 – 2ª LDB 5.961
1988 – Constituição Federal
1550 – Primeiro Colégio no Brasil
1961- 1ª LDB 4.024
1971 – 2ª LDB 5.961
1988 – Constituição Federal
1996 – LDB 9.394
.
1500 a 1550 não foi fundada uma só
escola em toda a costa do Brasil.
Por quê? Simplesmente, porque não
eram necessárias. Como praticamente não vieram crianças portuguesas nas
expedições exploradoras de pau-brasil e nas que tentaram implantar as vilas das
capitanias hereditárias, não havia clientela escolar. As crianças indígenas
continuavam a ser educadas nas aldeias e as africanas nas primeiras senzalas.
Os adultos não precisavam de escolas de ler-e-escrever porque o trabalho
produtivo resumia-se a derrubar árvores, depositar as toras nas feitorias e
embarcá-las nas caravelas. O cultivo da terra, o cuidado de animais, o preparo
da farinha e a moagem da cana eram serviços de
analfabetos. Além disso, os escravos eram
proibidos de frequentar escolas.
Os trabalhadores tiveram
reconhecidos e ampliados seus direitos a
uma remuneração digna e a condições humanas de trabalho. Os servidores
públicos, antes proibidos de se sindicalizar, puderam se organizar em sindicatos.
A Constituição de 1988, além de
assegurar direitos à educação básica, à educação especial para os portadores de
necessidades especiais, à educação de jovens e
adultos para os que não tiveram oportunidade na idade adequada, à educação
superior segundo a capacidade dos cidadãos e à educação profissional para
enfrentar a
nova realidade do trabalho, Também estabelece princípios do ensino.
Art. 206 O ensino será ministrado
com base nos seguintes princípios:
I – Igualdade de condições para o
acesso e permanência na escola;
II – Liberdade de aprender,
ensinar, pesquisar e divulgar o pensamento, a arte e o saber;
III – pluralismo de idéias e concepções pedagógicas e
coexistência de instituições públicas e privadas de ensino;
IV – gratuidade do ensino público
em estabelecimentos oficiais;
V – valorização dos profissionais
do ensino, garantindo, na forma da lei, planos de carreira para o magistério
público, com piso salarial profissional e ingresso exclusivamente por concurso
público de provas e títulos;
VI – gestão democrática do ensino
público, na forma da lei;
O MAIOR REFERENCIAL POLÍTICO É A
LDB.
Nossa primeira LDB foi a Lei nº
4.024, de 1961, que regulamentava a Constituição democrática de 1946.
A segunda LDB, chamada Lei da
Reforma do Ensino de 1º e 2º graus, foi a Lei nº 5.692, de 1971, editada no
decurso da ditadura militar, sob a Constituição de 1967.
A terceira, atualmente em vigor, é
a Lei nº 9.394, de 20 de dezembro de 1996.
Agora vamos conceituar!
Currículo: .Numa concepção mais generalista e
tradicional: Currículo é o conjunto de conteúdos a ensinar (organizados por
disciplinas, temas e áreas de estudo) como um plano de ação pedagógica,
fundamentado e implementado num sistema, que pode apresentar-se com o formato
de um documento oficial prescritivo e como guia orientador do trabalho.
Nesta concepção formal do termo
currículo, Ribeiro (1999) considera-o como “um conjunto estruturado de matérias
e de programas de ensino num determinado nível de escolaridade, ciclo ou
domínio de estudos” (p. 12).
Regimento escolar:
O que é:
Um conjunto de regras que norteiam
e regulam a estrutura e o funcionamento escolar, além de definir a organização
administrativa, didática, pedagógica, disciplinar e estabelecer direitos e
deveres de todos que convivem no ambiente.
É o Regimento Escolar, o
legitimador e legalizador dos atos escolares, consoante legislação vigente. É o
resultado do pacto celebrado entre todos que fazem a escola, visando a
normatização das relações, direitos e deveres.
Para que serve:
Fortalecer a autonomia da escola
numa perspectiva democrática, além de assegurar os princípios filosóficos e
político-pedagógicos que norteiam a prática educativa escolar, garantindo-lhe
as suas especificidades pedagógicas e administrativas.
O que é e para que serve o PPP?
Constitui-se em um documento
produzido como resultado do diálogo entre os diversos segmentos da comunidade
escolar a fim de organizar e planejar o trabalho administrativo-pedagógico,
buscando soluções para os problemas diagnosticados.
O PPP, além de ser uma obrigação
legal, deve traduzir a visão, a missão, os objetivos, as metas e as ações que
determinam o caminho do sucesso e da autonomia a ser trilhado pela instituição
escolar.
Organização do projeto político pedagógico:
•O Marco
Situacional (onde estamos, como vemos a
realidade)
•O Marco
Doutrinal ou Filosófico (para
onde queremos ir)
•O
Marco Operativo ( o que queremos
para nossa escola)
Você
sabe qual é a diferença entre ocupação e profissão?
Ambas
têm a ver com trabalho, não é verdade?
Qual
delas é a mais estável, a mais valorizada, a mais universal?
Se
você pensou profissão, acertou.
Assim
chegamos ao século XX no Brasil: os professores constituíam-se numa profissão,
para a qual se habilitavam pela conclusão de um curso de nível médio (Normal)
ou superior (Licenciatura).
Os
outros, nas escolas públicas, eram simplesmente funcionários, ocupantes de
funções mais simples, sem necessidade de habilitação profissional.
Nossos
primeiros funcionários de escolas trabalhavam como:
-
cozinheiros;
-
enfermeiros;
-
sacristãos;
-
horticultores;
-
bibliotecários;
-
vaqueiros;
-
administradores de fazendas;
-
pilotos de navio;
-
construtores;
-
pintores e em outras ocupações mais ou menos relacionadas ao processo de ensino
e centradas na materialidade da cultura.
Em
1759, os jesuítas foram expulsos do Brasil e das outras colônias de Portugal.
Seus colégios, escolas e fazendas foram confiscados, seus bens móveis e
imóveis, incluindo os escravos, incorporados ao patrimônio da Coroa ou
divididos entre os “amigos’’do
Rei.
Para
substituir os colégios e as escolas dos jesuítas, o rei Dom José e seu
primeiro-ministro, o Marquês de Pombal, instituíram as “aulas régias”.
Qualquer
pessoa alfabetizada ou que dominasse a gramática e a aritmética se apresentava
ao presidente da Câmara para “dar aulas”.
Esses
professores davam suas aulas, pelas quais recebia um pequeno salário da Câmara
Municipal, a qual, para isso, recolhia dos açougueiros e dos fabricantes de
vinho e cachaça um tributo chamado “subsídio literário”.
A
educação praticamente ficava por conta de uma só pessoa: o professor. Quando
muito, ele era auxiliado por um escravo ou escrava, que se incumbia de limpar a
sala, oferecer água aos alunos, dispor uma bacia e toalha para o asseio do
professor .
Os
registros escolares, a escrituração, a guarda e o manuseio dos livros eram
tarefas do próprio professor, que ao fim do ano os entregava ao inspetor da
província, para emissão dos certificados.
De
1772, quando começaram as aulas régias, até 1822, ano da Independência do
Brasil, não há registro da construção de uma escola sequer no Brasil, com
exceção da Corte do Rio de Janeiro: a criação de escolas primárias, secundárias
e universidades.
A
coisa começa a mudar
depois de
1834, quando a
responsabilidade de
oferecer escolas
passou para
as províncias.
A
multiplicação de escolas primárias e a construção de prédios para esses
estabelecimentos maiores, a que se juntaram as escolas normais no fim do Século
XIX, motivaram uma mudança que muito nos interessa, com o aparecimento de dois
tipos de novos funcionários, ambos assalariados.
Era
necessária a
contratação
de funcionários
para
a conservação e
para
as secretarias. A esses, nos meados do século XX, juntaram-se as merendeiras.
Nas escolas maiores, os bibliotecários e outros auxiliares em laboratórios e
operação de audiovisuais.
Aqui
entra a questão da profissionalização: os funcionários precisam não somente
saber fazer o que fazem, mas sistematizar e institucionalizar suas identidades
funcionais. Estamos num tempo de transição, construindo e organizando essas
novas identidades, esses novos perfis.
Atualmente,
quando se faz um concurso para algum cargo não docente nas escolas, na maior
parte das vezes só se exige a proficiência em provas de conhecimentos gerais.
Selecionam-se merendeiras com questões de língua portuguesa, matemática e
conhecimentos gerais.
Não
se levam em conta as concepções atuais de educação, de educação escolar, a função libertadora da educação e o papel
emancipador da escola.
O Profuncionário veio para a construção desta
identidade do funcionário
de escola.
Com
a habilitação profissional, além da competência, haverá um reconhecimento
público:
-
limpar uma sala de aula é uma ocupação;
-
fazer a manutenção da infraestrutura,
transformar os espaços das escolas em espaços educativos. Tudo isso,
será uma nova profissão.
No
Egito, na Mesopotâmia e na Grécia nasceram as escolas, com professores e
alunos, por iniciativa dos próprios grupos sociais e/ou por
decisão do Estado,
dos governantes.
Na
Idade Média, as escolas eram instituições da Igreja. Foi na França, com a
Revolução, que se deu a ruptura e se organizou a escola pública laica.
Nas duzentas mil escolas
federais, estaduais e municipais do Brasil trabalham mais de um milhão de
funcionários não docentes.
A LDB - Regula as diversas etapas e as
modalidades do ensino:
•creches,
•pré-escolas,
•ensino fundamental,
•ensino médio,
•educação especial,
•educação de jovens e adultos,
•educação a distância,
•educação indígena,
•educação superior .
Os
funcionários de escola não são professores, nem seus substitutos, mas são
educadores. Têm outras funções, para as quais os professores não estão
preparados.
No Século XX, começaram a ser
admitidos milhares de funcionários e funcionárias, por práticas clientelísticas
ou meritocracias.
Até que ponto os funcionários(as) de escola são educadores?
Reforçam esse papel, em muitos
casos, por serem pais e mães, a quem compete educar os filhos, coordenar a
missão educativa da família.
Às merendeiras, a educação
alimentar; aos encarregados da limpeza e manutenção, a educação ambiental;
As auxiliares de bibliotecas, de
laboratórios, de vídeos, a educação para a cultura, para a comunicação, para o
lazer;
Às que trabalham nas secretarias,
a educação para a gestão democrática, para a responsabilidade cidadã.
Ser funcionário, como educador
escolar, é muito mais do que sorrir no atendimento aos alunos e aos pais, ser
sensível aos problemas das crianças e dos adolescentes, ser solícito no cuidado
com os estudantes e com os diferentes espaços escolares.
Ser educador escolar, tanto como
professor, como funcionário, implica competências mais complexas – exatamente
as que estamos tentando desenvolver com esse curso e que, certamente, você
precisará aperfeiçoar em sua escola, em sua vida e, se a educação brasileira
evoluir como desejamos, você irá discutir e aprofundar num futuro curso
superior de graduação ou pós-graduação.
SINDICATO/SINDICALIZAÇÃO - Antes
que os funcionários se integrassem à Associação Mato-grossense de Profissionais
de Educação (AMPE), eles ganhavam o salário mínimo. Depois, com a unificação e
a transformação da AMPE em Sintep/MT, os funcionários conseguiram
tanto na rede estadual, quanto na municipal de Cuiabá duas grandes conquistas:
a profissionalização, por meio dos quatro cursos agora ofertados pelo Profuncionário, e o enquadramento na Lei
Orgânica dos Profissionais da Educação, fazendo valer sua progressão funcional,
com consequente melhoria salarial.
Objetivo da escola não é o
ensino, mas a educação em sua totalidade.
Todas as atividades, desde que
incluídas na proposta pedagógica, integram-se ao currículo e tornam-se
atividades-fim.
Todas as atividades
transformam-se em competências profissionais e
não em serviços mais ou menos afins ao processo de
ensino–aprendizagem.
Os conselhos de educação são
constituídos por educadores que representam as diversas forças do estado ou do
município:
ü universidades públicas e
privadas;
ü sindicatos;
ü diretores de escolas;
ü especialistas em educação, empresários;
ü conselheiros escolares.
Raramente contam com
representantes dos pais e dos alunos.
EDUCAÇÃO A DISTÂNCIA: Primeiro, foi usado a correspondência postal.
Milhares de jovens e adultos cursaram o Instituto Universal Brasileiro ou o Monitor , que oferecem, até hoje, cursos de qualificação profissional.
Depois, vieram os cursos por rádio :
Ø alfabetização de adultos,;
Ø Projeto Minerva;
Ø Movimento de Educação de Base, etc.
Mais recentemente, apareceram os
telecursos, sendo o mais famoso deles o Telecurso 2000, da Fundação Roberto
Marinho. De uns anos para cá, começaram a ser oferecidos cursos a distância
pela internet, incluindo cursos semipresenciais profissionais de nível médio e
superior.
Essa modalidade contribui para a democratização do acesso, tanto para as populações das menores cidades, como para os jovens e adultos que já trabalham e não dispõem de um período do dia ou da noite para frequentar os cursos regulares.
O Profuncionário, é mais um curso de educação a distância, profissionalizante.
GESTÃO EDUCACIONAL:Gestão é o conjunto de ações que
garantem, numa determinada instituição, a consecução dos objetivos, que, por
sua vez, correspondem às demandas ou aos direitos sociais.
A gestão de uma escola não é isolada das funções educativas, principalmente do processo de ensino–aprendizagem. Todos são educadores. E todos também são gestores, porque a gestão, hoje, não é uma atividade-meio, ela é intrinsecamente pedagógica.
Numa sociedade democrática, a
gestão deve ser democrática, o que supõe discutir os métodos clientelísticos, meritocráticos ou eletivos de se escolher uma direção.
Cinco princípios da democracia na escola:
1. supõe ruptura com práticas
autoritárias, hierárquicas e clientelísticas.
2. é participação dos atores em
decisões e na avaliação.
3. supõe representação legítima
dos segmentos.
4. da escola se baliza pelo
Projeto Político-Pedagógico da Escola.
5. da escola se articula com administração democrática do sistema de ensino.
Pelo art. 14 da LDB, todas as
escolas devem ter seu Conselho Escolar, ou seja, um órgão deliberativo,
composto por representantes de professores, funcionários, alunos e pais, com a
atribuição de elaborar e acompanhar a proposta pedagógica do estabelecimento e
tomar as decisões pedagógicas e administrativas mais importantes, assim como
assessorar a direção na resolução dos problemas da escola.
Empoderamento:
a escola deve constituir uma identidade.
Participação:
a escola tem o papel principal de propiciar a educação dos estudantes.
Representatividade:
no processo de participação, principalmente no Conselho Escolar ou em outras
reuniões, cada um deve falar em função do pensamento de seu grupo, de uma
discussão prévia com os representados.
Autonomia:
a escola é federal, estadual ou municipal, mas, acima de tudo, é esta escola,
com um nome, com uma história, com uma proposta.
Transparência:
a escola democrática é aquela onde as informações são públicas.
Os funcionários das escolas estão em processo de reconstrução de sua identidade profissional. O que significa dizer que sua prática profissional contém os elementos que os
distinguem entre os trabalhadores e, neste momento, buscam redefinir a sua posição e seu reconhecimento no mundo do trabalho, no campo da educação.
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