QUERER É PODER

A educação é um direito humano e um caminho para a justiça social e ambiental, e todos nós somos educadores.

segunda-feira, 21 de dezembro de 2015

CADERNO 8 - Produção Textual na Educação Escolar

Resumo Caderno 08: Produção Textual na Educação Escolar

Na Unidade I, identificamos algumas qualidades de um bom texto, como: clareza, coerência, precisão, concisão, coesão, objetividade e criatividade. Essas características foram discutidas e empregadas em textos que tratam das suas experiências de vida, de valores e de concepções.

Na Unidade II, estudamos a eficácia como qualidade essencial às comunicações oficiais. Também descobrimos que a carta foi a precursora dos documentos administrativos e aprendemos sobre seus sucessores, como o ofício, requerimento e solicitação.

Na Unidade III, tratamos da correspondência menos formal, produzindo circulares, memorandos e, ainda, navegamos um pouco nos mares da tecnologia, produzindo e-mails.

Na Unidade IV, trabalhamos as funções, estruturas e características dos relatórios e atas como instrumentos de comunicação oficial.


Por fim, na Unidade V, pudemos nos aventurar por gêneros que não são, necessariamente, da redação oficial, mas de suma importância na organização de dados e na agilidade de transmissão de informações, que são as tabelas e gráficos. Ainda nesta Unidade, descobrimos que o resumo é um excelente recurso em auxílio à melhoria na qualidade do estudo.






















O Carpinteiro
            
            Um velho carpinteiro estava para se aposentar. Contou a seu chefe os planos de largar o serviço de carpintaria e de construção de casas para viver uma vida mais calma com sua família.
            Claro que sentiria falta do pagamento mensal, mas necessitava da aposentadoria.             O dono da empresa sentiu em saber que perderia um dos seus melhores empregados e pediu a ele que construísse uma casa como um favor especial.
            O carpinteiro consentiu, mas com o tempo, era fácil ver que seus pensamentos e coração não estavam no trabalho. Ele não se empenhou no serviço e utilizou mão de obra e matéria prima de qualidade inferior. Foi uma maneira lamentável de encerrar sua carreira.
            Quando o carpinteiro terminou o trabalho, o construtor veio inspecionar a casa e entregou a chave da porta ao carpinteiro e disse: - Esta é a sua casa, é meu presente para você!
            Que choque! Que vergonha! Se ele soubesse que estava construindo sua própria casa, teria feito completamente diferente, não teria sido tão relaxado. Agora iria morar numa casa feita de qualquer maneira.
            Assim acontece conosco. Construímos nossas vidas de maneira distraída, reagindo mais que agindo, desejando colocar menos do que o melhor.
             Nos assuntos importantes não empenhamos nosso melhor esforço. Então, em choque, olhamos para a situação que criamos e vemos que estamos morando na casa que construímos. Se soubéssemos disso, teríamos feito diferente.
            Pense em você como um carpinteiro. Pense sobre sua casa. Cada dia você martela um prego novo, coloca uma armação ou levanta uma parede. Construa sabiamente!
            Sua vida de hoje é o resultado de suas atitudes e escolhas feitas no passado. Sua vida de amanhã será o resultado das atitudes e escolhas que você fizer hoje.
















Retrato de um libertador
Nascido no dia 19 de setembro de 1921, Paulo Reglus Neves Freire era pernambucano de Recife, onde, desde cedo, pôde vivenciar a dura realidade das classes populares em uma das regiões mais pobres do país. Sua extensa carreira de educador teve início no SESI (Serviço Social da Indústria) e no Serviço de Extensão Cultural da Universidade do Recife, passando, anos mais tarde, a professor de História e Filosofia da Educação daquela universidade. A partir de 1958, Paulo Freire desenvolveu um autêntico e revolucionário trabalho de educação de adultos, no qual identifica a alfabetização como um processo de conscientização, capacitando o indivíduo, a quem chamou de oprimido, tanto para a aquisição dos instrumentos de leitura e escrita quanto para a sua libertação.
A coragem de pôr em prática tal trabalho, fez dele um dos primeiros exilados políticos brasileiros. Após o golpe militar de 1964, foi acusado de subversão, sendo preso e obrigado a deixar o país. (...) Após dezesseis anos de exílio, em 1980, retornou ao Brasil, quando se tornou membro-fundador do Partido dos Trabalhadores (PT), lecionou na Universidade Estadual de Campinas (Unicamp) e na Pontifícia Universidade Católica de São Paulo (PUC-SP). Em 1989, durante a gestão da prefeita Luiza Erundina (PT-SP), foi Secretário de Educação do Município de São Paulo. Paulo Freire é autor de muitas obras, dentre elas: Educação: Prática da Liberdade (1967); Pedagogia do Oprimido (1968); Pedagogia da Esperança (1992); À Sombra desta Mangueira (1995). (etc.) Reconhecido mundialmente pela sua filosofia educativa, Paulo Freire, casado duas vezes e pai de cinco filhos, recebeu numerosas homenagens. Além de ter seu nome adotado por várias instituições, é cidadão honorário de várias cidades no Brasil e no exterior. Faleceu no dia 02 de maio de 1997, em São Paulo, vítima de infarto agudo do miocárdio.
(FREITAS, Olga. Paulo Freire: um grito de liberdade. Brasília: Uniceub, 2002.).








sábado, 21 de novembro de 2015

CADERNO 7 - INFORMÁTICA BÁSICA

RESUMO caderno 07 – Informática Básica

Unidade 1 - Descobertas e criações do homem e sua relação com a natureza e o trabalho
O destaque dado a essa unidade foi à importância da economia cafeeira para nossa origem industrial a partir da segunda guerra mundial, mesmo tendo sido nefasta, trouxe alguns benefícios a nossa indústria de manufatura. Além disso, tecemos comentários sobre nossos governantes e suas relações nesse processo. Outro destaque foi a relação dos recursos tecnológicos para a condição de sermos mais globais, gerando dessa forma um formato social que possui padrões bastante específicos, mas que são pertinentes de uma sociedade da era da informação. Vimos ainda que o Brasil vem evoluindo gradativamente no aspecto tecnológico e permitindo cada vez mais a democratização desse recurso.

Unidade 2 - Tecnologias e mercado de trabalho
A abordagem dessa unidade priorizou o mundo do trabalho, em seu processo histórico de mudança, passando por suas práticas nas oficinas na fase pré-industrial e nas fábricas no pós-industrial, e nessas visualizamos como se deu a divisão do trabalho. Essa última fase marcou o surgimento da sociedade informacional, amadurecimento das tecnologias da informação e a transformação do processo de trabalho com a extinção de uns e criação de outros. Portanto vimos surgir um novo paradigma: emprego x salário x trabalho.

Unidade 3 - Sistema Operacional Windows XP
Aqui tivemos a oportunidade de ver quais as partes que compõem um computador; ligar e desligar o Windows ; usar e configurar a área de trabalho do XP; as barras acessórias deste Sistema Operacional, quais recursos possui e como utilizá-los; as janelas; o painel de controle e suas finalidades; as diversas ações envolvendo arquivos e pastas e como efetuar desenhos usando seus componentes;

Unidade 4 - Editor de Texto Word XP
Com esse editor de texto conhecemos juntos as telas principais que o compõem; manuseamos documentos e arquivos e suas especificidades; utilizamos os recursos de ortografia, formatação, edição; vimos as funcionalidades de configuração de páginas e seus recursos, bem como o uso de tabelas.


Unidade 5 - Internet Explorer
Neste capítulo trabalhamos com o Internet Explorer, aprendemos o que é, o que faz e como o configuramos para melhor atender as nossas necessidades.

Unidade 6 – Linux
O Linux Ubuntu tem sua semelhança com o MS Windows e estudamos sua origem, características, funcionalidades e como utilizá-lo de forma a termos um bom desempenho em nossas atividades, tanto laborais como pessoais.

Unidade 7 -  BrOffice 3 Writer
Esse editor de texto é muito parecido com o Word e tem uma vantagem: pode ser adquirido gratuitamente. BrOffice é um pacote Office, ou seja, programas voltados para escritório. O BrOffice é baseado no OpenOffice.Org e é desenvolvido no Brasil.
Uma vantagem do BrOffice é de ser muito parecido com o Microsoft Office versão XP e 2003, sendo uma ferramenta de trabalho gratuita.  Comparando aos programas da Microsoft Office, o BrOffice possui seus similares.
Além disso, o pacote BrOffice possui também o BrOffice Math para cálculos Matemáticos e o BrOffice Draw para desenho.
Assim como qualquer software, o BrOffice necessita de um programa denominado Sistema Operacional (como o Windows, por exemplo) para poder “rodar”. Uma das vantagens do BrOffice é que ele possui versões para Windows e para Linux (sistema operacional gratuito), dessa forma o usuário pode interagir com a mesma ferramenta em dois Sistemas Operacionais diferentes.

Unidade 8 - Navegador Mozilla Firefox 
Neste capítulo vimos o Navegador Mozilla Firefox bem como suas características e especificidades.
Unidade 9 - Dicionário por Associação de Inglês para Português
Nesta unidade vimos que nem sempre precisamos usar uma palavra estrangeira em nossos textos, uma vez que temos uma em nossa própria língua, uma que serve perfeitamente para o propósito exigido.

Palavras Finais
Chegamos ao fim deste Curso Básico de Informática. Espero que o conjunto de informações das nove unidades tenha contribuído efetivamente para ampliar seus conhecimentos e tornado mais fácil para você a utilização do computador.
Agora você já conhece as ferramentas básicas de um computador que poderão auxiliá-lo nas tarefas diárias. Desejo que o curso tenha despertado ou aguçado seu interesse pela informática. O caminho está aberto. Siga em frente, aproveitando o que aprendeu a seu favor e a favor da coletividade. Você pode contribuir com você e com os outros se desenvolver cada vez mais suas competências no uso do computador.






Esperamos que você tenha tido um belo amanhecer, e que, amanhecendo, você tenha despertado sorrindo… E que, sorrindo, você siga o seu caminho, a sua jornada de estudo, contagiando todos a sua volta.
Que Deus sempre lhe acompanhe, e faça sua luz ser mais brilhante… Essa luz que prossegue iluminando o seu astral.
Queremos que a sua saúde, em momento algum, te deixe na mão… Nem um mal estar, nem um nada, podem atrapalhar o seu bom dia.
Esperamos, por fim, que, as informações aqui obtidas te sirvam de alicerce, enriqueça seu cabedal de conhecimento, e que ao fim do dia, antes do seu repouso, você ainda tenha ânimo para agradecer por tudo que viveu e aprendeu…
Porque nós lhe desejamos um bom dia, amanhã, depois e sempre!
Oremos!

Acredite na vida, acredite em você
Acredite que todos os dias, coisas maravilhosas, por menores que forem, podem acontecer na sua vida. Acredite que boas coisas acontecem, mesmo quando acontecem coisas más. Acredite em dias felizes, acredite que hoje pode ser um dia feliz. Mesmo quando nos sentimos um pouco tristes, por qualquer que seja o motivo, podemos também nos sentir estimulados, e ter ânimo. A vida é assim, a vida é isso mesmo.
Não adianta remoer a tristeza e os problemas. O que não tem remédio, remediado esta, não se pode mudar o passado, mas podemos usar das nossas experiências passadas para fazer um presente e um futuro diferentes. Acredite em você, acredite no seu potencial, acredite na vida.
Não se apegue a sentimentos ruins. Faça deles confetes, assopre-os e deixe o vento levar. Acredite que você terá tantas coisas boas na vida, que não sobrará espaço em seu coração para sentimentos ruins.
A beleza da sua vida depende de você. Por isso faça tudo para ser feliz.
Tudo para você e por você. Lembre-se: o impossível Ele já realizou por nós.
Tenha um excelente dia!














segunda-feira, 19 de outubro de 2015

Caderno 6: Gestão da Educação Escolar


Deseja-se, que o estudante, no exercício de seu fazer profissional e nos espaços de formação educativa na escola, possa   compreender os princípios da gestão democrática e, principalmente, construí-la em seu cotidiano.

Por meio do estudo e desenvolvimento das atividades propostas na disciplina, possa rediscutir o seu papel e atuação de maneira a contribuir para a democratização da sociedade, da educação e da escola.


RESUMO 
Unidade 1 - A administração ou gestão da escola: concepções e escolas teóricas.

Nessa Unidade você conheceu o enfoque cultural e as discussões mais recentes sobre gestão e gestão escolar com destaque para a discussão sobre a função social da educação e da escola. Com base no texto a seguir reflita sobre a importância da construção de processos que contribuam para a democratização da gestão escolar incluindo, nesse contexto, uma reflexão sobre a função social da escola e a importância de ações e práticas pedagógicas direcionadas a aprendizagens significativas de crianças, adolescentes, jovens e adultos.



“A gestão democrática, entendida, portanto, como espaço de deliberação coletiva (estudantes, funcionários, professores, pais ou responsáveis), precisa ser assumida como base para a melhoria da qualidade da educação e aprimoramento das políticas educacionais, enquanto políticas de Estado articuladas com as diretrizes nacionais para todos os níveis e modalidades de educação/ensino.” (DOURADO; AMARAL. 2011, p.303).

Unidade 2 - A Reforma do Estado brasileiro: a gestão da educação e da escola

Nessa unidade, discutimos sobre a Reforma do Estado e seus impactos na Educação Brasileira. Apresentamos alguns indicadores educacionais e destacamos alguns desafios para garantir a universalização da educação básica.

Vimos que as políticas educacionais são dinâmicas e contraditórias requerendo, de todos e de cada um, o engajamento na defesa da educação de qualidade e democrática. Nessa direção, situamos o processo de avaliação da educação básica destacando seus limites e potencialidades.

Na perspectiva de identificar espaços de discussão e deliberação acerca da educação nacional destacamos, entre outros, a legislação educacional, o papel do Fórum Nacional de Educação, bem como a importância das lutas em prol da democratização da escola pública.

Esperamos que essas discussões contribuam com a sua reflexão e atuação profissional. Para melhor compreensão dessa unidade retome a discussão com a tutora e troque ideias no ambiente virtual. Lembre-se que a formação proposta tem por objetivo central contribuir com a sua trajetória.

Quadro 1: Estrutura do sistema educacional brasileiro - Lei nº. 9.394/1996

Níveis e Subdivisões
Duração
Faixa Etária



Educação Básica
Educação infantil
Creche
4 anos
   De 0 a 3 anos
Pré-escola
2 anos
De 4 a 5 anos

Ensino fundamental (obrigatório)

9 anos

De 6 a 14 anos

Ensino médio
3 anos ou mais
De 15 a 17
anos ou mais
Educação Superior
Cursos e programas (graduação, pós-graduação) por área

Variável
Acima de 17
anos



Unidade 3 - Gestão democrática da escola pública: concepções e implicações legais e operacionais

Nesta unidade buscamos situar os conceitos de gestão e gestão escolar, as bases legais bem como as especificidades dos processos de organização e gestão da escola.

Destacamos, ainda, o Projeto Político Pedagógico, suas finalidades e importância como um dos principais instrumentos para a organização pedagógica, do trabalho e das atividades da escola.

Procure informações complementares nos cadernos dos conselhos escolares disponíveis no site mec.gov.br.

Unidade 4 - Democratização da gestão escolar: mecanismos de participação e autonomia da unidade escolar

Na educação temos alguns mecanismos de participação da comunidade escolar com destaque para a eleição de diretores e o conselho ou colegiado escolar.

A importância da autonomia para a construção da identidade da unidade escolar foi enfatizada destacando as diferentes dimensões que a compõem. A autonomia não deve resultar no abandono da unidade escolar e sim no reconhecimento de suas especificidades e direcionadas a melhoria dos processos formativos que esta oferece.

Todos esses aspectos nos possibilitam afirmar a importância dos processos de participação e de aprendizado como base para a construção de uma gestão democrática e, portanto, participativa.

Exercite com seus colegas essas concepções e procure identificar que mecanismos precisam ser consolidados na instituição em que você trabalha.

Unidade 5 - Gestão democrática e os trabalhadores em educação

Nesta unidade, retomamos alguns conceitos tratados ao longo do módulo enfatizando o aprendizado o exercício democrático.

Nesse processo, se destacou a importância dos profissionais da educação, sua identidade. Ao ressaltar os processos de trabalho dos funcionários de escola buscou-se ressaltar a importância de se articular, no dia a dia da escola, a estrutura administrativa e pedagógica.

Assim, a gestão democrática entendida como a participação efetiva dos vários segmentos da comunidade escolar deve envolver pais, professores, estudantes e funcionários, na organização, na construção e avaliação dos projetos pedagógicos, na administração dos recursos da escola, enfim, nos processos decisórios da escola. Quanto mais coletivos e participativos forem os processos de organização e gestão da escola, maiores serão as possibilidades de novos aprendizados no exercício pedagógico da participação e, portanto, da gestão democrática.

Palavras finais

Espera-se que as reflexões desenvolvidas neste caderno, contribuam com a formação continuada de cada um dos estudantes e, sobretudo, com o engajamento destes na construção de uma escola pública, popular e democrática!
















Recentemente fui à cidade e peguei um táxi com um amigo meu. Quando chegamos, meu amigo disse para o motorista:
– “Muito obrigado. Você guia muito bem.”
O motorista do táxi ficou estupefato por um segundo. Então, disse:
– “Está querendo me gozar, meu chapa?”
– “Não, meu caro, de jeito nenhum. Admiro a forma como você consegue ficar calmo no meio desse trânsito todo”.
– “Falou”, disse o motorista, e foi embora.
– “Mas, que conversa era essa?!” indaguei, meio perplexo.
– “Estou tentando trazer o amor de volta”, disse o meu amigo. “É a única coisa que pode salvar essa cidade.”
– “E como é que um homem só, pode salvar essa cidade?”
– “Não é um homem só. Acho que fiz esse motorista de táxi ganhar o dia. Suponha que ele vá pegar mais uns 20 clientes. Vai ser simpático com eles porque alguém foi simpático com ele, também.
Aí, esses clientes vão ser mais amáveis com os seus empregados, com os balconistas das lojas, até mesmo, com seus próprios parentes. Estes, por sua vez, serão mais simpáticos com as outras pessoas. Eventualmente, essa atmosfera de boa vontade pode se alastrar e atingir, pelo menos, umas mil pessoas. Nada mal. Não acha?”
– “Mas, você está dependendo desse motorista, para transmitir sua boa vontade aos outros.”
– “Não estou”, disse meu amigo. “Estou ciente de que o sistema não é infalível. Hoje, sou capaz de contatar com 10 pessoas diferentes. Se, em cada 10, conseguir fazer três felizes, então, posso acabar influenciando, indiretamente, o comportamento de três mil pessoas ou mais.”
– “Parece boa ideia”, admiti, “mas não estou certo de que dá resultado.”
– “Se não der, não se perde nada. O fato de dizer àquele homem que estava fazendo um bom trabalho não me roubou tempo nenhum. Qual o problema, se ele não ligou? Amanhã haverá outro motorista de táxi para eu elogiar.”
– “Acho que você está meio pirado”, disse eu.
– “Isso demonstra o quanto você se tornou cético. Fiz um estudo a esse respeito, Por exemplo: o que é que falta, além de dinheiro, aos empregados dos correios? É que alguém lhes diga que estão fazendo um bom trabalho.”
– “Mas, eles não estão fazendo um bom trabalho!”
– “Eles não estão fazendo um bom trabalho, porque sentem que ninguém se interessa se fazem ou não. Por que é que ninguém lhes faz um elogio?”
Estávamos passando por um prédio em construção e cruzamos com cinco operários que estavam de folga. Meu amigo disse:
– “Vocês têm feito um excelente serviço. Deve ser um trabalho difícil e perigoso.”
Os cinco homens olharam-no, meio desconfiados.
– “Quando é que esse prédio vai ficar pronto?”
– “Em outubro”, resmungou um deles.
– “Ah! Isso é fantástico. Vocês devem estar bem orgulhosos!”
Afastamos-nos.
– “Não conheço ninguém como você!” disse-lhe eu.
– “Quando esses homens pensarem nas minhas palavras, vão se sentir muito melhor. E a cidade vai se beneficiar da felicidade deles.”
– “Mas, você não pode fazer isso, sozinho!” protestei. “Você é só um!”
– “O mais importante é não nos deixarmos desencorajar. Não é fácil fazer com que os habitantes da cidade voltem a ser amáveis, mas se conseguir convencer outras pessoas a aderirem à minha campanha…”
– “Você acaba de piscar o olho a uma mulher bem feiosa”, disse eu. “Eu sei”, replicou… “Se ela for uma professora, os alunos vão ter um dia fantástico…”


Vamos distribuir gentilezas! Elogiar mais e criticar menos.

CONSTRUÇÃO DE TORRES
Objetivo:
Demonstrar a influência do tipo de liderança na produtividade e satisfação do trabalho em grupo.
Material:
Palitos de fósforos e venda para os olhos.
Como Fazer:
Somos construtores de torres. Nossa missão é construir torres. Torres de qualidade, quanto mais altas, melhor.
1. Formam-se grupos de 4 pessoas. Cada grupo se compõe de um operário, um supervisor e dois observadores. A tarefa consiste em o operário, com os olhos vendados e sob a orientação do supervisor, montar a torre, feita de palitos de fósforos colocados em paralelos, formando um quadrado, dois sobre dois. Os observadores estarão tomando nota do que forem observando, tanto na relação entre operário e o supervisor, quanto nos resultados atingidos.
2. Cada dupla tem 3 minutos para construir sua torre. Em seguida. Trocam-se os papéis. Num segundo momento os observadores passam a viver a experiência de operário e supervisor, com os outros dois colegas como observadores.
Número de pessoas:
Observações:
Como vocês se sentiram enquanto operários?
E como se sentiram como supervisores?
Na medida em que o grupo for expressando os seus sentimentos, começar a explorar o desenvolvimento do jogo.
Quando observadores, como vocês perceberam o andamento do processo?
Observaram alguma relação entre a forma de liderança e os resultados alcançados?

Uma pequena história

No dia a dia da escola, é perceptível que o trabalhador em educação não se reconheça como partícipe do processo da educação, não se veja como sujeito da mesma. Para ilustrar, será relatado um caso ocorrido em uma escola pública de Goiânia.

Em uma aula de ciências onde a professora ensinava sobre higiene e bons hábitos, ela explicou que a água necessitava ser filtrada ou fervida antes de ser consumida. Um trabalhador não docente entrou na sala e colocou água na parte de baixo do filtro sem que esta tivesse sido filtrada ou fervida.
O diretor da escola, presenciando o fato, convocou todos os funcionários para uma reunião. Explicou então que as crianças aprendem muito mais com o que veem do que com o que é meramente verbalizado e ilustrou sua fala com o episódio ocorrido naquela sala de aula, explicando que, naquele caso, o ato do servidor não contribuiu com o processo de formação encaminhado pela professora de ciências.
Ressaltou, ainda, a importância das ações de todos nos processos formativos dos estudantes daquela escola e destacou que a ação de colocar água na parte de baixo do filtro não prejudicaria as crianças apenas porque estas deixariam de beber água filtrada, mas também porque aprenderiam erroneamente a fazer o mesmo. O diretor disse que o envolvimento de todos, cada um em sua respectiva função, era fundamental para a garantia da interação, construção e qualidade da escola local.
O trabalhador não docente em questão defendeu-se dizendo que não tinha noção da importância de seu trabalho para o ensino dos alunos e que procedera daquela forma porque, se colocasse a água no local certo, esta não seria filtrada a tempo de ser consumida pelos estudantes.
Para resolver o problema, discutiram o processo de trabalho e decidiram que a água deveria ser colocada no filtro, no local adequado, em todos os intervalos, possibilitando, assim, que a água estivesse filtrada para o consumo das crianças a qualquer hora.
Nessa reunião, o diretor aproveitou o episódio para ampliar a discussão, levando em pauta a importância de cada um no processo chamado educação. Após a reunião, a merendeira que estava presente saiu e foi conversar com as suas companheiras de cozinha sobre a importância do seu trabalho para a educação e para a escola. Ela explicou para a sua amiga que a merenda tem um papel importante no processo formativo, pois esta possibilita o aluno estar bem alimentado e preparado fisiologicamente para aprender o conteúdo ministrado em sala de aula. Assim como as merendeiras, o pessoal da limpeza também discutiu o seu papel educativo e perceberam que suas ações contribuem com o processo pedagógico, pois eles ensinam às crianças lições de higiene e organização por meio do exercício de sua função, temas importantes para uma vida social. A feira de ciências realizada nesta escola contou com a participação dos estudantes, professores e funcionários que também colaboraram com o enriquecimento cultural da amostra. O diretor em questão investiu em educação continuada para todos os trabalhadores, aproveitando também para que estes tivessem noção da importância de sua participação no conselho escolar, que reúne professores, funcionários, comunidade local, pais e alunos, que juntos definem os rumos da escola, tendo todos os representantes, inclusive, direito a voto. Os resultados dessa interação foram perceptíveis no dia a dia da escola, bem como na participação ativa de todos, no conselho escolar.
Entendendo que são sujeitos na gestão da escola, todos começaram a participar e contribuir, interagindo no processo da educação garantindo a qualidade da escola pública que todos desejamos e juntos podemos construir.
Essa história evidencia que a construção coletiva é possível e que somente com a participação de todos na escola vamos construir, de fato, vivências e aprendizados que contribuem para a construção e efetivação da gestão democráticaCaderno do Profuncionário.